sábado, 22 de novembro de 2008

F-5EM faz interceptação real no litoral carioca

Toca a sirene. O piloto corre para o caça F-5 e decola. Em poucos minutos, intercepta um avião cargueiro que não se identificou corretamente. A missão desta sexta-feira, dia 21, ocorrida por volta de 15h10, não foi um exercício, mas uma ação real, e considerada mais uma demonstração de prontidão da defesa aérea brasileira.

O F-5 do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) interceptou o avião DC-8 (matrícula 9G-AXA), da empresa Air Charter Express, de Gana, que pretendia pousar no aeródromo de Cabo Frio (RJ) para reabastecimento. A aeronave havia decolado de Falklands, no Arquipélago das Malvinas, e tinha como destino as Ilhas Ascenção, na África. As fotos (abaixo) foram feitas durante a interceptação.




O caça brasileiro foi acionado após os pilotos do avião estrangeiro (um peruano e um francês) prestarem diferentes informações para o controle de tráfego brasileiro e de não existir, até aquele momento, documentação prevista para pouso da aeronave no Brasil. A interceptação ocorreu a 35 mil pés de altura. A tripulação estrangeira obedeceu à ordem de pousar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, para averiguações.

De acordo com informações do Centro de Operações de Defesa Aeroespacial (CODA), o cargueiro havia informado inicialmente para os controladores do Centro de Controle de Área – Atlântico (ACC-AO) que se tratava de uma aeronave militar. Não havia registro daquela aeronave com essa especificação. Depois, a tripulação identificou-se para os militares do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA-II) como aeronave civil.

“Diante das informações contraditórias e da falta de documentação, acionamos o alerta do Grupo de Caça, que acompanhou o avião estrangeiro”, disse o Chefe do CODA, Coronel Álvaro Mário Pandolpho da Costa e Silva. Em terra, militares e agentes da Polícia Federal realizaram as averiguações previstas e foi regularizada a documentação. O avião estrangeiro decolou, neste sábado, 22, pela manhã, para Ilhas Ascenção.

“Como todas as unidades de defesa aérea, estamos em alerta, 24 horas por dia, 365 dias do ano. Nossa prontidão ocorre em situações como essa, mas também em outras ocorrências. Acompanhamos aeronaves que tenham panes de localização, por exemplo, e que precisem de socorro. Nossas tripulações estão sempre prontas para chegarmos muito rápido onde for preciso”, explicou o Comandante do 1º GAVCA, Tenente-Coronel Antonio Ramirez Lorenzo.

Fonte: CECONSAER


foto: Valter Andrade

767-300 e American Airliners no nordeste

Dilson Verçosa Jr. da AA.
Foto: Valter Andrade
A American Airliners oferecendo mais opções de vôos.
Foto: Valter Andrade

Saudação do primeiro vôo em Recife.
Foto: Rafael Cruz

Os 767-300 da AA voando do nordeste para os EUA.
Foto: Valter Andrade

Desde o dia 03 de novembro de 2008 a American Airliners esta voando regularmente para o nordeste, com frequências diárias para as cidades de Salvador e Recife.
Na contra mão dos pessimistas a American Airliners, veio com uma proposta de oferecer vôos diários para esta região de grande potencial turistico e econômico.

“Há bastante tempo examinávamos o mercado do nordeste” afirma Dílson Verçosa Jr. representante e diretor comercial para o Brasil da AA. “afinal negócios é o que justifica operar diariamente” conclui Dílson Verçosa Jr.

Hoje a American Airliners possui 69 frequências semanais para o Brasil, e esta operando regularmente no país desde 1990, de acordo com este mesmo diretor o 767-300 foi escolhido para operar no nordeste por ser uma boa aeronave, e com uma distribuição de assentos diferenciada para os vôos nesta região brasileira, oferecendo assim mais conforto e comodidade. Com 194 passageiros na classe econômica e 28 na executiva.

O vôo de estréia teve uma curiosidade, um banho de boas vindas no 767-300 de matricula N360AA na cidade de Recife. Segundo informes da empresa isto já estava planejado pela American Airliners em Recife fazia alguns meses, e foi uma grata surpresa para a tripulação deste vôo que desfraldou a bandeira brasileira em homenagem na chegada a capital pernambucana.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Boa hospedagem em Natal

Durante a operação aérea CRUZEX IV em Natal, o autor ficou hospedado no aconchegante e tranqüilo, Mare Blu Flat, situado na bela região de ponta negra, um ambiente tranqüilo e calmo.

Perfeito para quem vai a trabalho, ou simplesmente relaxar com sua família. Apartamentos limpos e climatizados, dispondo de toda comodidade e conforto de uma residência, com TV a cabo e internet WiFi, proporcionando assim a tranquilidade para realização do trabalho.

Um agradecimento todo especial a gerência do Flat na pessoa do simpatico senhor Michele del Ben, e toda sua equipe, que recebeu de forma cordial o blog Clearsky-aviation.

E fica a dica, você que vai a Natal, seja a negócios ou com a família, conheça este agradavel flat.











Fotos: Valter Andrade

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Acidente com Helicóptero





Fotos: Valter Andrade


Um helicóptero H-1H da Força Aérea Brasileira (FAB) com seis tripulantes a bordo acidentou-se no deslocamento entre Natal (RN) e Fortaleza (CE). Lamentavelmente três tripulantes faleceram, dois encontram-se em tratamento e um deles recebeu alta hospitalar.



Tripulantes falecidos, que deverão ser liberados ainda esta noite do Instituto Médico Legal de Fortaleza:

• Primeiro-Tenente aviador Leonardo Lourenço Barbosa

• Segundo-Tenente aviador Ulysses Nogueira Rego

• Suboficial Lamberto Morais Ferreira



Tripulantes feridos e em tratamento médico:

• Major aviador André Luiz Barboza Topini. Segundo o Instituto Dr. José Frota (Fortaleza-CE), o quadro do paciente é estável, com 16 % de queimaduras em 2º e 3º graus na superfície corporal, bem como fratura de uma costela. Na próxima segunda-feira (17/11) o militar será transferido para o hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG).

• Primeiro-Sargento Ernesto Francisco Berretta Junior. Segundo o Instituto Dr. José Frota (Fortaleza-CE), o paciente apresenta 50% de queimaduras em 2º e 3º graus na superfície corporal e realizou cirurgia de emergência para redução de luxação do quadril, devido a uma fratura de bacia. No momento, o militar encontra-se respirando com a ajuda de aparelhos e permanecerá na unidade de tratamento intensivo (UTI).Tripulante ferido, porém com alta hospitalar:

• Terceiro-Sargento Fábio Marinho Freire.

Fonte: CECOMSAER

terça-feira, 28 de outubro de 2008

VICTOR BELENKO - A fuga do Foxbat

No dia 6 de Setembro de 1976 as agências de notícias informaram um fato sensacional: um piloto do mais novo avião de caça russo o MiG-25P “Foxbat” pousou na ilha japonesa Hokkaido e pediu asilo político aos EUA.

Em Hokaido existe uma base da JASDF em Chitose.


Os americanos usaram esta possibilidade de examinar a construção do avião de caça russo. Depois disto a Rússia teve de substituir o sistema eletrônico da identificação em todos os seus aviões militares. Vários anos depois os jornais russos informaram que o seqüestrador (assim foi tratado Belenko pelos compatriotas) do MiG morreu em um choque de carro, e muitas pessoas na Rússia ficaram satisfeitas, achando que a pessoa que cometeu a traição recebeu seu castigo. Mas de fato o “seqüestrador” continuou bem vivo…


Victor Ivanovich Belenko nasceu na cidade de Naltchik oriundo de uma família de funcionários, concluiu a escola com a distinção. Estudou numa escola médica durante dois anos, mas então mudou de idéia e entrou para a Academia de Militares de Força Aérea em Armavir. Depois de vários anos de serviço como piloto e instrutor foi destacado para uma unidade de defesa aérea localizada perto da cidade de Vladivostok. O primeiro tenente Belenko teve uma carreira próspera, e posteriormente foi indicado para outra esquadrilha. Onde iria a voar o mais novo, e secreto caça interceptador russo, o MiG-25P. O avião pilotado por Belenko possuia o número 31 vermelho pintado logo abaixo da cabine, e foi recebido em fevereiro de 1976.


O MiG-25P de Belenko.

Segunda-feira, 6 de Setembro de 1976 vai ser sempre o pior dia dos pilotos do seu grupo aéreo. Neste dia uma esquadrilha de MiG's decolou do aeroporto Chuguevka e praticou manobras aéreas de interceptação, repentinamente um dos aviões acima iniciou uma queda em direção ao oceano. Então o avião desapareceu das telas de radar, os colegas do aviador pensaram que o avião perdeu o controle e caiu. Naquela tarde Belenko foi declarado como morto, e os pilotos do esquadrão começaram a levantar dinheiro para sua esposa e o pequeno filho.






Técnicos japones examinam o caça Russo.


No mesmo momento em que desapareceu das telas de radar, o avião voava apenas a 50 metros acima do oceano em direção ao Japão. Depois de avistar a ilha de Hokkaido deixou de ocultar-se dos radares, sendo localizado então pela defesa nipônica, que acionou dois caças para interceptarem o estranho avião. Rapidamente o MiG-25P curvou na parte Sul da ilha e começou a aproximação para o aeroporto de passageiros de Hakhodate. Havia um Boeing de uma linha aérea japonesa que decolava, e Belenko evitou uma colisão, devido a este fato correu 250 metros fora da área de pista. O MiG parou muito perto de uma antena de rádio maciça, ele morreria e o avião estaria destruído no choque com ela. Quando pousou Belenko possuía combustível para apenas 30 segundos de vôo, isto significa dizer que o piloto não teve nenhum tempo para uma aterrissagem mais cuidadosa.




O "Foxbat" em Hakodate.


Depois que as autoridades da URSS entenderam que a fuga de Belenko não pode ser oculta do público o Ministério Estrangeiro Russo informou que o primeiro tenente perdeu-se e aterrisou no Japão, onde ele foi drogado a força. Foi arranjado um encontrou com o funcionário da Embaixada Soviética no Japão, denominado Sadovnikov, ao chegar ele teria dito: “...o governo soviético sabe que você perdeu o caminho, e foi forçado a aterrisar e lhe injetaram drogas. Vim aqui para ajudá-lo a voltar para sua casa, esposa querida e filho!...”, Belenko interrompeu-o: “deixe de fazer propaganda. Cheguei ao Japão voluntariamente”. Em seguida “o diplomata” que foi um oficial do KGB o ameaçou publicamente, “seqüestrador, traidor! O encontraremos de qualquer maneira onde quer que você esteja!”. O prisioneiro teve uma possibilidade de voltar à sua pátria, até depois que ele solicitou o asilo político nos EUA. Posteriormente correu uma história sobre a morte de Belenko num acidente de carro, a qual foi inventada pelo KGB para desistimular que outros seguissem seus passos.



O MiG-25P sendo examinado.


A Rússia não pode reaver seu piloto fugitivo, mas o seu MiG-25P “Foxbat” foi devolvido ao país. Não sem antes o caça interceptador soviético ter sido levado para uma base militar da Força Aérea dos Estados Unidos localizada a 80 quilômetros de Tóquio. Nesta unidade o avião foi cuidadosamente examinado, o que ajudou os Americanos a conhecerem muitos segredos militares do avião. Posteriormente o MiG foi desmontado e levado para um navio soviético num porto próximo, localizado em Hitachi. E na noite do dia 12 de Outubro, o “Foxbat” foi devolvido pelo Japão, e depois foi para a cidade de Daugavpils na Letônia, onde existe uma academia da Força Aérea Soviética. Os estudantes usaram o avião para o treinamento em terra, no final dos anos 80 a aeronave, foi levada para outro lugar e desmontada, e as crianças locais e os estudantes levaram partes do avião como lembranças!

Após obter o asilo político nos EUA com a ajuda do Presidente Gerald Ford, Victor Belenko conseguiu um bom emprego, e foi instrutor de combate aéreo em Nellis durante muitos anos. Casou-se e formou uma família com uma mulher americana e três crianças. Posteriormente divorciou-se, e concedeu a casa à ex-esposa, conforme o acordo de matrimônio entre eles. Em 1980 ganhou um bom dinheiro após apublicação do livro “MiG Pilot” (Piloto de MiG) em parceria com o escritor John Barron. Viajou muito como cidadão americano, visitando 68 países. Atualmente está vivendo na Califórnia onde trabalha no ramo comercial de exportação com diversos países, inclusive a Rússia. Contudo, em contatos com os Russos ele sempre se apresenta com nomes fictícios.





O instrutor da USAF, Victor Belenko em Nellis.

Livro escrito com John Barron.


O antigo primeiro tenente não concorda com as críticas dirigidas a ele, e explica sua ação de sequestro como um protesto contra a ideologia soviética. Numa entrevista para uma revista americana, Belenko confessou que o que mais lhe impressionou quando chegou nos EUA foram os supermercados. Ele disse que na sua primeira visita a um supermercado foi observado por agentes de CIA, e que naquele momento ele pensava que a loja poderia ser organizada para o impressionar como um visitante especial. A loja era um enorme edifício muito bonito, com muitas mercadorias e nenhuma fila de clientes como na URSS. Depois o piloto entendeu que o supermercado era real, e gostou de comprar comidas variadas. “Na Rússia era sempre era uma tarefa difícil encontrar mercadorias enlatadas e saborosas. Mas nos EUA sempre comprei comida enlatada diferente todo dia. Certa vez comprei uma lata para fazer o jantar, fritei seu conteúdo com batatas, cebolas e alho, foi delicioso. Na manhã seguinte os meus amigos disseram-me que o que eu tinha comido, foi um frango enlatado para gatos. Mas estava delicioso! Eles eram até melhores do que a comida enlatada que é produzida na Rússia atualmente.”

Tal confissão manifesta que tipo de LIBERDADE o jovem soviético Victor Belenko sonhava secretamente. Ele aceitou tolerar um regime totalitário, e voluntariamente juntou-se ao exército do regime que ele odiou. Filiou-se ao partido e pretendia ser Comunista, mesmo assim enfrentava filas, mesmo sendo um oficial e membro do partido, era comum encontrar na fila um major que poderia ultrapassar os outros devido a sua patente. Isto não é compatível com a imagem de um homem com ideais da liberdade, que era diferente de outros cidadãos soviéticos que podiam aceitar a humilhação em filas e uma comida enlatada de má qualidade.

A inteligência militar e o KGB trabalharam muitos anos investigando a versão que Victor Belenko foi recrutado pela CIA durante o período que estudou na academia ou nas férias em uma casa no verão de 1976. A prova de tal recrutamento nunca foi encontrada. Entretanto Belenko teve uma possibilidade de não revelar os segredos do novo MiG. Ele poderia ter espatifado o avião nas colinas, numa área abandonada de Hokkaido e ejetar-se. Para tal ação ele encontra uma explicação razoável, ficara sem tempo para encontrar um aeroporto devido à falta de combustível.


Victor Belenko durante entrevista.

A aspiração do caráter da história “de ideais democráticos” pode ser apenas considerada como uma razão verdadeira do sequestro do avião. Esta razão pode ser compreendida depois de revogada a promessa de pagar 100 mil dólares para uma pessoa que sequestrasse o novo MiG Russo. A promessa foi feita pelos Americanos em folhetos lançados sobre as bases aéreas no Vietnam do Norte. Milhares de pilotos soviéticos participaram na guerra no Vietnam que durou 10 anos. Os americanos não tiveram nenhuma outra possibilidade de obter este avião, há não ser sequestrando uma aeronave, e Belenko recebeu esta informação da recompensa prometida pelos Americanos. Até porque os pilotos russos foram estritamente proibidos de cruzar a linha de fronteira durante os vôos de suas nomeações.

Ps. Victor Belenko foi condenado a uma execução militar por militares do Supremo Tribunal da URSS por traição (Artigo 64 do Código Criminal da URSS).

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mitsubishi F-2 "Viper Zero"

O Mitsubishi F-2, conhecido como; "Viper Zero" ou "Fake Falcon" é uma aeronave que lembra imediatamente o F-16, do qual seu projeto esta baseado, mas ele é internamente completamente diferente.
Mas que tal um vôo para conhecer um pouco mais deste belo caça nipônico, e recheado de algumas belas fotos e detalhes para vocês?





quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A ODISSÉIA DE ALEKSANDR SEVERSKY


Por: Sergio Ricardo Santana Cerqueira

O que aeronaves ícones da aviação militar mundial como o P-47 Thunderbolt e o F-105 Thunderchief possuem em comum? O fato de ambos serem produtos da Republic Aviation, empresa que se originou de uma personalidade cuja intensa vocação para a aeronáutica foi capaz de suplantar as limitações físicas impostas por uma tragédia.

ALEKSANDR Nikolaiévich Prokofiev de SEVERSKY nasceu em sete de junho de 1894, em Tiflis (hoje Geórgia), foi apresentado ao universo da aviação logo cedo, seu pai o nobre Nikolai, proprietário de uma aeronave. Foi admitido na Academia Naval Imperial Russa em 1908. A sua formatura com habilitação em engenharia aeronáutica em 1914, coincidiu com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, quando ele inicialmente serviu a bordo de navios. Mas, a inclinação para o vôo falou mais alto, e à consequente transferência para a Aviação Naval da Frota do Mar Báltico no verão de 1915, o que acabou por transformar dramaticamente sua vida.

Durante uma surtida de ataque a um destróier alemão no Golfo de Riga, em 2 de julho daquele ano, sua aeronave foi atingida antes que pudesse lançar as bombas que trazia, ao colidir com o solo, os artefatos explodiram, ceifando a vida do seu artilheiro e provocando danos irreversíveis na sua perna direita, que teve de ser amputada cirurgicamente abaixo do joelho.

Foi realizado um grande esforço para continuar voando, com a adoção de uma “perna” de madeira. Seversky participaria de um show aéreo pouco após o acidente, provando na prática que continuava hábil para voar, mas este ato foi interpretado como ousada desobediência às ordens superiores para que permanecesse afastado dos aviões. O resultado disto foi à prisão, de onde só foi libertado em 1º de julho de 1916, e por interferência direta do Czar Nicolau II, cuja benevolência foi “compensada” três dias depois, pilotando um Grigorovich M-9, abateu um avião de reconhecimento alemão, sobre o mesmo lugar em que havia sido atingido menos de um ano antes.



No dia 13 do mês seguinte derrubou ainda a bordo do M-9, três hidroaviões, desta vez sobre o lago Angern. Em fevereiro de 1917 foi promovido a capitão comandante do Destacamento Naval de Caças, e pouco depois teve a sua perna natural fraturada quando colidiu com uma condução puxada por cavalos. No dia 10 de outubro daquele ano, voltava a abater aviões inimigos, “vitimando” outra aeronave de reconhecimento bi-place, mas agora nos comandos de um Nieuport 21. No dia 14 daquele mês teve seu caça atingido, e escapou de ser preso ou executado em território adversário, retornando em segurança para seu aeródromo. Ao fim do conflito totalizava 57 missões de combate e seis aeronaves inimigas abatidas, tornando-se o maior ás da Aviação Naval russa do período.






Em março de 1918, desembarcou nos EUA como assistente do adido naval russo, porem a revolução bolchevique tornou perigoso seu retorno à terra natal, desta situação surgiu à oportunidade de manifestar o seu gênio criativo, agora residindo em solo americano. Contribuiu para o surgimento e aperfeiçoamento das técnicas de reabastecimento aéreo em 1921, e do sistema de pontaria de bombardeio giroscopicamente estabilizado em 1923, ano em que fundou a Corporação Aeronáutica Seversky, especializada em peças e instrumentos para aviões.

Quatro anos depois conquistou a cidadania norte-americana, além do posto de major da reserva do, USAAC - United States Army Air Cops (Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos), embora sua companhia tivesse ido à falência com à quebra da bolsa de valores em 1929. Dois anos depois ela ressurgia ampliada, com o apoio de alguns amigos milionários, e com um novo nome; “Corporação de Aeronaves Seversky”, o primeiro dos quais, o SEV-3, anfíbio para três passageiros, estabeleceu em 15 de setembro de 1935 um recorde de velocidade para a sua classe que perdura até hoje: 388.7 km/h. Sem os flutuadores foi adotado com a designação BT-8, como treinador básico.

Este modelo foi logo substituído pelo AT-6 “Texan”, o projeto seguinte, o SEV-2XP, originalmente também um treinador com trem de pouso fixo, “perdeu” um dos assentos e ganhou trem retrátil, tornando-se o SEV-1XP. Ostentando a designação militar P-35. Ganhando a concorrência para equipar o USAAC com uma aeronave de caça monoplace, sendo fornecido a cinco Grupos de Caça a partir de 1937. O pouco talento administrativo de Seversky e os prejuízos financeiros que a empresa amargava mais uma vez, fez os responsáveis pela sua área econômica cortarem as verbas para novos projetos, perdendo a presidência em setembro de 1939. Sua reação foi embarcar para a Europa numa viagem de negócios, no dia 13 do mês seguinte a empresa que fundara mudou de nome, tornando-se a; Republic Aviation Corporation.

Seversky condensou o maior desafio apresentado que observara no velho continente em um livro reputado como o grande referencial teórico da aviação militar: Victory Through Air Power (A Vitória Através do Poder Aéreo). Publicado em 1942, e após os Estados Unidos terem entrado na II Guerra Mundial, o escrito demonstrava o despreparo da nação para enfrentar ameaças militares distantes, e que já haviam assimilado a revolução provocada pelo avião na ciência militar moderna, com estes pensamentos incentivou a evolução doutrinária e industrial da aeronave militar frente aos meios tradicionais de combate.

Estes pensamentos resultaram num filme produzido por Walt Disney e indicado ao Oscar, “Victory Through Air Power” lançou as bases para o estabelecimento do Comando Aéreo Estratégico da USAF em 1946, arma para qual foi destacado como consultor. Aleksandr Seversky faleceu aos 80 anos, em 24 de agosto de 1974, em um dos leitos do New York Memorial Hospital, devido a uma crise respiratória. Detentor de muitas honrarias e variadas experiências, deu sentido a uma de suas frases:

“Descobri cedo que a coisa mais difícil de superar não é uma incapacidade física, mas a condição mental a que ela induz. O mundo, eu percebi, tem um modo de considerar um homem em grande parte como ele considera a si mesmo. Se ele permite que sua perda torne-se empecilho ou transforme-o em alguém digno de compaixão, é isso que ele obterá dos outros. Mas se ele respeita a si próprio, o respeito dos outros ao seu redor virá facilmente”

Aleksandr Seversky: 1894 – 1974

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Boeing 777-300ER da TAM em Recife


A partir de hoje 27 de agosto até 19 de setembro o trecho GRU/REC/GRU será operado com a primeira aeronave Boeing 777-300ER da malha aérea da TAM, conforme os vôos abaixo:

SÃO PAULO (GRU) / RECIFE (REC)
JJ3506 23:00 – 02:00 // freqüência diária
RECIFE (REC) / SÃO PAULO (GRU)
JJ3501 03:25 – 06:45 // freqüência diária

O Boeing 777-300ER com capacidade para 365 passageiros, permanecerá provisoriamente nesta rota até o dia 19 de setembro. Além de possuir cabine mais espaçosa, tem maior eficiência energética. Isso significa que, além de permitir uma redução nos custos de sua operação, ao consumir menos combustível ele emite menos gases nocivos ao meio ambiente.

http://www.tam.com.br/b2c/jsp/defaultBrasil.jsp

sábado, 16 de agosto de 2008

Um belo caça, uma bela apresentação

Depois da primeira enquete de um caça para a FAB, ai vai um presente para todos que votaram.



No Vídeo abaixo, do canal françês TF1 uma materia sobre as operações dos Rafale da Aeronavale e do Armée de L`Air sobre o Afeganistão.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Oceanair na frente

A companhia aérea OCEANAIR mostra mais uma vez que as “pequenas” podem ser grandes, pois é, pelo terceiro mês seguido ela é a empresa aérea mais pontual no Brasil de acordo com a INFRAERO.
Hoje ela atende diversas localidades brasileiras, além de disponibilizar uma serie de serviços através da internet, trazendo mais conforto e tranqüilidade para seus passageiros.

foto: Flavio Guerra

domingo, 10 de agosto de 2008

Rafale no Red Flag

Serge Dassault na entrega do Rafale B em 26 de junho de 2006

Rafale B do 1/7 Provence nos primeiros treinos.


Insignia do 1/7 Provence em baixa visibilidade.

O veterano Jaguar A, aposentado em 2006.

Quatro Rafale B biplaces do esquadrão 1/7 Provence de St. Dizier partiram no dia 7 de agosto para a base americana de Nellis, para outra rodada do Red Flag 2008, que vai durar até o dia 24 de agosto, onde juntos com paises como, a Índia com seus Su-35MKI, e Coréia do Sul com os F-15K (versão do F-15E), além dos vários esquadrões da USAF.

Esta unidade do Armèe de L’Air é o primeiro esquadrão a operar o Rafale B, curiosamente foi o último a utilizar o Jaguar A, que foi utilizado por esta unidade em missões de ataque convencional, reconhecimento tático e supressão de radar. O provence já esteve em combate no Afeganistão, que foi o batismo de fogo do Rafale do Armèe de L'Air nas missões ar-solo, agora esta experiência será posta mais uma vez em ação nesta rodada do Red Flag.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

F-5EM Cores e números





Para os amantes do plastimodelismo.


As cores no padrão FS (Federal Standard), e os números de identificação dos F-5EM da FAB que estiveram na operação Red Flag 2008-3.


Esquadrão: 1º/14º G.Av. (Grupo de Aviação) "Pampa"


F-5EM 4824

F-5EM 4844

F-5EM 4865

F-5EM 4871

F-5EM 4873

F-5EM 4875


As cores da camuflagem são as seguintes:


FS 34092 Dark Green (Verde Escuro)

FS 36176 Neutral Grey (Cinza Neutro)


O cocar da FAB é aplicado nas duas laterais finais da fuselagem, e nas partes superiores das asas, todos em baixa visibilidade. O mesmo valendo para a "bolacha" do esquadrão Pampa em baixa visibilidade aplicada nas laterais da fuselagem.

Red Flag o retorno

A bandeira do Brasil brilhando nos EUA.

Os caçadores do Pampa.

A felicidade da missão realizada.

A decolagem de rotorno ao Brasil.

02/08/2008 - 19h44

Termina a participação da FAB na Operação Red Flag, nos EUA
No dia 31, às 18h07min, a Esquadrilha Rocket 41, com três F-5EM, pousou na Base Aérea de Nellis encerrando a participação brasileira nos vôos operacionais da Red Flag 2008.

Foram duas semanas de muito esforço e visível aperfeiçoamento da capacidade operacional dos esquadrões e, conseqüentemente, da Força Aérea Brasileira.

Para o Brigadeiro-do-Ar Machado, Comandante da FAE 103, com o último vôo vem a sensação do dever cumprido. Numa avaliação global, afirmou que é muito gratificante ver que os nossos pilotos conseguiram realizar as missões com proficiência, superando as expectativas da FAE 103 e dos próprios anfitriões.

Para ele, os conhecimentos adquiridos confirmam as expectativas de que a operação seria um ponto de inflexão, de mudança na doutrina e no emprego do poder aéreo. “O que foi aprendido permitirá que toda a Força cresça”.

Por fim, parebenizou a todos que ao seu lado dedicaram-se para que o Brasil atingisse essa capacidade operacional.

Ao deixar Nellis, levamos a certeza de que muito bem representamos o Brasil e a nossa Força Aérea. Recebemos grandes elogios, pelo comportamento operacional e sempre amigável da equipe - características do brasileiro. Crescemos todos. Aprendemos muitas coisas.

Fonte: CECOMSAER